Tenho sonhos grandes e profundos.
Desde criança.
Sempre quis ir mais além. Voar no infinito. Nas possibilidades ínfimas.
Hoje continuo a sonhar. A querer. A desejar.
Às vezes, mas só às vezes, tomara eu perder a capacidade de sonhar. Talvez assim, às vezes, não ficasse tão triste, não me sentisse tão desiludida.
Mas depois, no amanhã, lá está ele. O sonho, à espreita, a ganhar forma, a querer ser gente.
Eu sou feita de sonhos.
Sonhos do passado, do presente e do futuro.
E estes sonhos, a mim, ninguém mos rouba.